Muita coisa aconteceu nos últimos meses e para quem acompanha o Mercado Financeiro e Web3.0, sabe que o impacto das novas tecnologias não é mais um futuro distante.
Se você é do setor, percebeu que os termos "Blockchain", "Crypto", "Tokens" podem já fazer parte da sua realidade.
Mas é "Crédito de Carbono"?
Pois, vamos começar do começo....
O mercado está passando por grandes transformações.
O setor financeiro está sendo desafiado a se manter à frente e antenado com as grandes mudanças que a tecnologia blockchain está trazendo
A decisão da BlackRock de lançar um fundo tokenizado de investimentos em ativos reforçou um movimento da maior gestora do mundo em torno da tecnologia blockchain e do mundo cripto.
Sobre o tema, o CEO da BlackRock disse ainda que é importante antecipar movimentos do mercado. Para Fink, a tokenização será o "próximo passo" do mercado financeiro, "o que significará que cada ação, cada título" estará integrado a uma rede blockchain e, portanto, tokenizado.
“A tokenização é mais fácil, mais barata, tem menor custo, é mais aberta e transparente e a programação pode evoluir com o tempo”, disse Campos Neto.
O impacto das declarações do Presidente do Banco Central e do CEO da maior gestora de ativos do mundo foi fundamental para o despertar do mercado. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer no desenvolvimento de novos produtos financeiros “tokenizados” que atendam às necessidades e demandas do mercado.
Mas como exatamente o Crédito de Carbono se encaixa nisso? O mercado de sustentabilidade, principalmente o de crédito de carbono, está passando por um auge de adaptação. E especialistas técnicos precisam se comunicar com auditores, banqueiros, empresários, advogados e contadores em uma corrida contra a pressão regulatória e o relógio do aquecimento global!
Talvez isso ocorra porque os diferentes atores inseridos nesse mercado não apenas possuem desafios e prioridades diferentes, mas também não há um esboço de um padrão acreditado que todos possam seguir para garantir transparência em todo o processo. Além disso, falta um lugar seguro para consultar informações e realizar transações.
Além disso, o Brasil corre o risco de se tornar importador de créditos de carbono, mostrando a necessidade urgente de regulamentação e estruturação adequada do mercado
Se, de um lado, temos uma demanda global por ativos com um potencial de escala de USD 1,2 trilhões e, do outro, o Brasil sendo um dos maiores potenciais para emissão de ativos, com USD 34 bilhões no PIB brasileiro.
Fonte Mckinsey:
https://www.mckinsey.com/br/our-insights/mckinsey-sustentabilidade