Meta fecha contratos de 6,6 GW em energia nuclear para acelerar descarbonização

Gigante das redes sociais assina acordos para alimentar supercluster Prometheus e alcançar metas de emissões líquidas zero até 2030

Por Por Geisa Ferreira da Silva-
17 Min

Data center de última geração: Meta contrata 6,6 GW de energia nuclear de TerraPower, Oklo e Vistra para alimentar supercluster Prometheus e infraestrutura de IA. Foto: Divulgação Meta

A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou a assinatura de contratos para fornecimento de até 6,6 gigawatts (GW) de energia nuclear até 2035, tornando-se uma das maiores compradoras corporativas de energia atômica da história americana. Os acordos visam atender à demanda energética exponencial da crescente infraestrutura de data centers impulsionada por inteligência artificial, mantendo simultân

eamente o progresso nas metas de energia limpa e sustentabilidade da empresa.

O anúncio inclui três novos contratos estratégicos: apoio ao desenvolvimento de instalações nucleares avançadas pela TerraPower (fundada por Bill Gates) e Oklo (com Sam Altman, CEO da OpenAI, como principal investidor), além de acordos de 20 anos com a empresa de energia Vistra para comprar eletricidade e expandir a capacidade de usinas nucleares existentes em Ohio e Pensilvânia. A operação se soma ao contrato firmado em junho de 2025 com a Constellation Energy, que estende a vida útil de uma usina nuclear em Illinois por duas décadas.

"Nossos acordos com a Vistra, TerraPower, Oklo e Constellation fazem da Meta uma das maiores compradoras corporativas de energia nuclear da história americana", afirmou Joel Kaplan, diretor global de assuntos da Meta. "Data centers de última geração e infraestrutura de IA são essenciais para garantir a posição dos Estados Unidos como líder global em IA. A energia nuclear ajudará a impulsionar nosso futuro em IA, fortalecer a infraestrutura energética do país e fornecer eletricidade limpa e confiável para todos."

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Corrida energética da Big Tech

O movimento da Meta reflete tendência mais ampla entre gigantes da tecnologia. Amazon, Google e Microsoft também assinaram acordos significativos com fornecedores de energia nuclear nos últimos meses, respondendo ao crescimento vertiginoso da demanda elétrica impulsionada por data centers de IA. Segundo consultorias especializadas, o consumo de eletricidade dos data centers nos Estados Unidos deve crescer pelo menos 30% até 2030, com a maior parte dessa nova demanda vindo de instalações dedicadas a inteligência artificial.

Microsoft firmou contrato de 20 anos avaliado em US$ 16 bilhões para reativar a usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, com 835 MW e previsão de operação para 2028. O Google assinou o primeiro acordo corporativo para desenvolvimento de uma frota de pequenos reatores modulares nos EUA, garantindo até 500 MW da Kairos Power até 2035, com o primeiro reator previsto para 2030. A Amazon investiu diretamente na X-energy, empresa de reatores modulares, e comprou um data center alimentado pela usina nuclear de Susquehanna.

A Oracle anunciou planos para construir um data center de 1 gigawatt alimentado por três pequenos reatores modulares. O CEO Larry Ellison afirmou que as licenças de construção já foram obtidas, embora não tenha divulgado localização ou cronogramas detalhados. A instalação atual mais potente da Oracle alcança 800 MW e contém acres de clusters de GPUs Nvidia capazes de treinar os maiores modelos de IA do mundo.

Supercluster Prometheus em Ohio

Os contratos de energia da Meta alimentarão principalmente o Prometheus, supercluster de IA de 1 gigawatt que está sendo construído em New Albany, Ohio, distribuído em múltiplos edifícios de data center. O CEO Mark Zuckerberg anunciou o Prometheus em julho de 2025, descrevendo-o como uma das chaves para o desenvolvimento dos esforços avançados de inteligência artificial da empresa. A previsão é que o sistema entre em operação em 2026.

A capacidade total de 6,6 GW que será fornecida pelos acordos excede a demanda elétrica inteira do estado de New Hampshire, ilustrando a escala massiva das necessidades energéticas da infraestrutura de IA moderna. Para contextualizar, 1 gigawatt pode alimentar aproximadamente 750.000 residências, segundo padrões da indústria de utilities. Os 6,6 GW contratados seriam suficientes para aproximadamente 5 milhões de lares.

Zuckerberg declarou anteriormente aos investidores que enxerga mais risco em sub-investir na infraestrutura de IA do que em sobre-investir. Sua estratégia é "agressivamente pré-carregar a capacidade de construção" em preparação para o momento marco em que a Meta alcance seu objetivo de "superinteligência", termo que descreve IA que supera humanos em capacidades cognitivas.

Acordo com TerraPower e reatores Natrium

O contrato com a TerraPower, empresa de inovação nuclear fundada por Bill Gates, Nathan Myhrvold e John Gilleland, fornecerá financiamento para apoiar o desenvolvimento de duas novas usinas Natrium. Cada unidade combina um reator rápido de sódio de 345 MW com um sistema de armazenamento de energia em sal fundido capaz de reter grandes quantidades de energia térmica para abastecer a rede elétrica em horários de pico de demanda.

Além de fornecer carga base de 345 MW, o sistema de armazenamento integrado de cada usina pode aumentar o fornecimento para até 500 MW por mais de cinco horas. Essa flexibilidade operacional complementa fontes renováveis variáveis como eólica e solar, fornecendo energia firme quando condições climáticas ou escuridão reduzem a geração de renováveis.

O acordo inclui direitos da Meta para fornecimento de energia de até seis unidades adicionais, com possibilidade de produzir 2,1 GW e entrega prevista para 2035. A entrega das primeiras unidades está programada para 2032.

"Para atender com sucesso à crescente demanda por energia, precisamos implantar gigawatts de energia nuclear avançada na década de 2030", afirmou Chris Levesque, presidente e CEO da TerraPower. "Este acordo com a Meta visa apoiar a rápida implantação de nossa tecnologia Natrium, que fornece a energia confiável, flexível e livre de carbono de que nosso país precisa."

A tecnologia Natrium representa avanço significativo em design de reatores. Diferentemente de reatores convencionais refrigerados a água, utiliza sódio líquido como refrigerante, permitindo operação em temperaturas mais elevadas e maior eficiência térmica. O sistema de armazenamento térmico em sal fundido funciona como bateria gigante, armazenando calor quando a demanda é baixa e liberando-o quando necessário, oferecendo flexibilidade inexistente em reatores tradicionais.

Oklo e reatores de reciclagem de combustível

A Oklo, empresa sediada na Califórnia, desenvolve usinas de fissão nuclear de última geração que podem ser abastecidas com resíduos reciclados. A startup também está desenvolvendo tecnologias avançadas de reciclagem de combustível em colaboração com o Departamento de Energia dos EUA e os Laboratórios Nacionais americanos.

O acordo com a Meta apoiará os planos da Oklo de desenvolver um complexo de energia de 1,2 GW no Condado de Pike, Ohio, fornecendo fundos para garantir suprimento de combustível nuclear e avançar a Fase 1 do projeto. A previsão é de entrada em operação já em 2030, com expansão gradual até atingir capacidade total em 2034.

O reator Aurora Powerhouse da Oklo produz 75 megawatts de eletricidade por unidade, exigindo construção de mais de uma dúzia de reatores para cumprir o pedido da Meta.

Jacob DeWitte, cofundador e CEO da Oklo, descreveu o compromisso de financiamento da Meta como "um passo importante para o avanço da energia nuclear avançada". Ele acrescentou: "Há dois anos, a Oklo compartilhou sua visão de construir uma nova geração de reatores avançados em Ohio.

Hoje, essa visão está se tornando realidade. Finalizamos a compra de mais de 200 acres no Condado de Pike e estamos entusiasmados em anunciar este acordo em apoio a um esforço plurianual com a Meta para fornecer energia limpa e criar empregos de alta qualidade e de longo prazo em Ohio."

Sam Altman, CEO da OpenAI e um dos maiores investidores da Oklo com participação de 4,3% avaliada em aproximadamente US$ 650 milhões, renunciou como presidente do conselho da empresa em abril de 2025 para ajudar a Oklo a conquistar mais clientes de empresas que competem com a OpenAI. A conexão entre Altman e Zuckerberg através da Oklo é irônica, considerando que Meta e OpenAI são concorrentes diretos no desenvolvimento de IA.

Vistra e expansão de usinas existentes

Os acordos da Vistra com a Meta incluem contratos de compra de energia (PPAs) de 20 anos para mais de 2,6 GW de energia com zero emissões de carbono proveniente de três usinas nucleares. Isso inclui 2.176 MW de geração operacional de duas usinas em funcionamento em Ohio, além de aumento adicional de 433 MW na produção combinada das usinas de Ohio e de uma usina adicional na Pensilvânia (Beaver Valley).

Este representa o maior aumento de capacidade nuclear apoiado por cliente corporativo nos Estados Unidos até o momento. As compras da Meta sob os contratos começarão no final de 2026, com capacidade adicional sendo adicionada à rede até 2034. Stacey Doré, diretora de estratégia e sustentabilidade da Vistra, comentou: "Quando assinamos o acordo para adquirir essas usinas em 2023, a Vistra reconheceu sua enorme contribuição para a confiabilidade da rede elétrica, a estabilidade da região, as comunidades locais e as pessoas que trabalham lá. Hoje, estamos investindo na expansão dessas mesmas usinas e, graças aos nossos funcionários dedicados e a um parceiro comprometido como a Meta, esse conjunto de usinas continuará a fornecer energia confiável e livre de carbono para alimentar a rede elétrica do futuro."

As ações da Vistra e Oklo subiram significativamente após o anúncio, com ganhos de 10% e 8% respectivamente, refletindo o entusiasmo do mercado financeiro com esses contratos transformacionais.

Desafio das metas climáticas e emissões da IA

A Meta estabeleceu metas ambiciosas para atingir emissões líquidas zero em toda sua cadeia de valor até 2030 e continuar compensando 100% da eletricidade usada em data centers e escritórios com energia renovável.

No Relatório de Sustentabilidade de 2024, a empresa afirmou que, embora tenha mantido emissões líquidas zero em suas operações desde 2020, a meta climática para 2030 será significativamente mais difícil de alcançar.

"O desafio de atingir nossas metas de sustentabilidade, dada a crescente demanda por energia e recursos impulsionada pela IA, não é exclusivo da Meta", reconheceu a empresa.

O relatório apontou que o crescimento acelerado da implantação de IA está remodelando as necessidades de infraestrutura dos data centers, com instalações de próxima geração sendo projetadas especificamente para suportar "futuras gerações de crescimento de IA".

Os futuros data centers exigirão cargas elétricas maiores, mais persistentes e de maior densidade do que gerações anteriores, levando a Meta a buscar recursos firmes limpos capazes de fornecer energia 24 horas por dia para complementar renováveis variáveis.

Urvi Parekh, diretora de energia global da Meta, declarou: "A energia nuclear é um pilar fundamental da nossa estratégia para fornecer eletricidade firme e livre de carbono para os centros de dados e operações da Meta, bem como para avançar em direção às nossas metas energéticas."

Custos e viabilidade econômica

A construção de nova capacidade nuclear representa investimento substancial. Segundo BloombergNEF, construir reatores convencionais pode custar cerca de US$ 13 por watt, enquanto tecnologias avançadas como as desenvolvidas pela Oklo e TerraPower podem atingir até US$ 24 por watt. No limite superior, 6 gigawatts de energia nuclear avançada exigiriam mais de US$ 120 bilhões em custos de capital.

Para a Meta, comprar essa energia pode custar de US$ 141 a US$ 220 por megawatt-hora para energia nuclear, comparado a aproximadamente US$ 50 a US$ 60 para gás, vento ou solar, segundo Rob Barnett, analista da Bloomberg Intelligence. "É um número bastante elevado", observou Barnett. Contudo, empresas de tecnologia estão dispostas a pagar o prêmio porque a nuclear oferece vantagens críticas.

Primeiro, opera continuamente 24 horas por dia, diferentemente de renováveis intermitentes. Segundo, os custos de combustível são relativamente estáveis, ao contrário do gás natural que pode variar significativamente dependendo de política global e outras questões. Para data centers que operam ininterruptamente, essa previsibilidade e confiabilidade justificam custos mais elevados.

Startups como Oklo e TerraPower apostam que construindo grande número de reatores menores, conseguirão reduzir custos através de manufatura em massa. É hipótese plausível, embora ainda não testada em escala comercial. O acordo da Meta pode oferecer às startups de reatores modulares (SMRs) chance de provar essa tese.

Processo regulatório e cronogramas

O caminho regulatório para novos reatores nucleares nos Estados Unidos é complexo e demorado. A Comissão Reguladora Nuclear (NRC) deve aprovar projetos através de processo rigoroso que pode levar anos. A TerraPower tem avançado mais rapidamente neste processo. A NRC aceitou seu pedido de licença de construção para o reator de demonstração Natrium em Kemmerer, Wyoming, em março de 2024.

Em outubro de 2025, o projeto Natrium tornou-se o primeiro reator avançado comercial a receber declaração de impacto ambiental final emitida pela NRC.

Em dezembro de 2025, a NRC completou sua avaliação de segurança final do pedido de licença de construção para Kemmerer Unit 1, abrindo caminho para emissão da licença de construção assim que etapas administrativas restantes sejam finalizadas.

A Oklo enfrenta desafios regulatórios maiores. Foi a primeira desenvolvedora de reatores avançados a submeter pedido de licença combinada personalizada (COL) à NRC para reator não-LWR, mas esse pedido inicial foi negado "sem preconceito" em 2022. A empresa relançou seu engajamento pré-aplicação com a NRC e em julho de 2025 completou Fase 1 da avaliação formal de prontidão da NRC para COL revisado do Aurora-INL sob Parte 52.

O presidente Trump emitiu quatro ordens executivas abordando energia nuclear em maio de 2025, focadas em acelerar implantação de novas tecnologias nucleares incluindo SMRs. A Ordem Executiva 14300 estabeleceu prazos agressivos de licenciamento. O apoio político catalisou engajamento significativo do setor privado e demonstrou que cronogramas regulatórios podem ser comprimidos com prioridade política.

Tendência de mercado e impactos

O crescimento projetado de data centers está remodelando o mercado energético americano. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, o consumo total anual de eletricidade no país atingiu recorde em 2024 — patamar que pode continuar subindo se data centers continuarem expandindo em ritmo atual.

Consultoria Grid Strategies estima que uso de eletricidade nos EUA aumentará pelo menos 30% até 2030, com maior parte da nova demanda vindo de data centers.

Em leilões de capacidade do PJM Interconnection, operador da rede elétrica do meio-atlântico e meio-oeste dos EUA, data centers representaram 40% dos custos de capacidade no último leilão, segundo monitor de mercado. Essa concentração de demanda em data centers levanta questões sobre equidade na alocação de custos de infraestrutura elétrica e potencial impacto nas tarifas residenciais.

Os contratos anunciados pela Meta também refletem mudança estratégica na indústria nuclear. Por décadas, novos projetos nucleares eram exclusivamente patrocinados por utilities reguladas ou governo federal. Esses acordos transferem parcela significativa do risco de projeto nuclear e requisitos de capital de estágio inicial para um único cliente de grande carga — Meta Platforms — em escala jamais vista fora de patrocínio de utility ou federal.

Empregos e impacto econômico local

Os projetos anunciados devem gerar milhares de empregos de construção e centenas de posições operacionais de longo prazo. A Meta enfatizou que os acordos apoiam comunidades locais e trabalhadores nas regiões onde usinas estão localizadas. O governador de Ohio e legisladores locais elogiaram os anúncios, destacando benefícios econômicos para condados que hospedam instalações.

As usinas da Vistra em Ohio (Perry e Davis-Besse) e Pensilvânia (Beaver Valley) empregam centenas de trabalhadores qualificados em operações, manutenção e engenharia. A expansão de capacidade nessas instalações preservará e potencialmente aumentará esses empregos. Os novos complexos da Oklo e TerraPower criarão oportunidades de construção seguidas por posições operacionais permanentes.

Para comunidades que enfrentaram declínio industrial, investimentos em infraestrutura de energia representam âncoras econômicas importantes. O Condado de Pike, Ohio, onde a Oklo construirá seu complexo de 1,2 GW, beneficiará-se particularmente desses investimentos. A TerraPower já mobilizou construção não-nuclear substancial em Kemmerer — instalações de teste e preenchimento para sistemas de sódio, centro de treinamento e obras iniciais de ilha de energia.

Conexão com sustentabilidade corporativa brasileira

O movimento da Meta e outras Big Techs em direção à energia nuclear oferece lições relevantes para empresas brasileiras navegando desafios de sustentabilidade e descarbonização. O Brasil, com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) instituído pela Lei 15.042/2024, caminha para estabelecer mercado regulado de carbono plenamente operacional até 2030.

Empresas brasileiras intensivas em energia enfrentam pressões similares para demonstrar caminhos críveis de descarbonização mantendo crescimento operacional. Enquanto a energia nuclear no Brasil representa pequena parcela da matriz elétrica (Angra 1, 2 e 3), o país possui vantagens significativas em hidroeletricidade e potencial eólico e solar.

A lição central dos acordos da Meta é a necessidade de planejamento energético de longo prazo integrado com estratégia de ação climática. Empresas que antecipam necessidades energéticas futuras e contratam fornecimento de fontes limpas com antecedência posicionam-se melhor para cumprir metas climáticas sem comprometer crescimento.

Plataformas como a B4, primeira bolsa de ação climática do Brasil, facilitam a transformação de ativos sustentáveis incluindo créditos de carbono, utilizando tecnologia blockchain para garantir rastreabilidade e transparência. Os Certificados de Ação Climática em formato NFT oferecem às empresas brasileiras ferramentas digitais para comprovar compensações e investimentos em descarbonização.

Futuro da energia para IA

O consenso emergente na indústria de tecnologia é que nenhuma fonte de energia isolada resolverá as necessidades crescentes de data centers de IA. "Acho que a nuclear recebe muita atenção", comentou Michael Terrell, do Google. "Mas tudo isso é igualmente importante" — referindo-se a eólica, solar, armazenamento de energia, geotérmica e nuclear trabalhando em conjunto.

A década de 2030 será crucial para determinar se pequenos reatores modulares cumprem promessas de custos reduzidos através de manufatura em série. Os contratos da Meta e pares fornecem certeza comercial que permitirá startups nucleares levantar capital e avançar projetos. Se bem-sucedidos, esses reatores avançados podem remodelar não apenas fornecimento de energia para data centers, mas mercados elétricos mais amplamente.

Para consumidores e sociedade, a questão é se essa onda de investimento nuclear beneficiará redes elétricas e comunidades além dos muros dos data centers, ou se criará infraestrutura dedicada que drena recursos sem gerar benefícios proporcionais ao público. Reguladores estão começando a enfrentar essas questões de equidade na alocação de custos de infraestrutura energética.

O anúncio da Meta marca momento definitivo na evolução da relação entre tecnologia e energia. O futuro da IA — e por extensão, da economia digital — depende crucialmente de resolver equação energética de forma sustentável, confiável e economicamente viável. A energia nuclear, após décadas de declínio nos EUA, encontra novo propósito alimentando a próxima revolução tecnológica.