B4 lista crédito de carbono regulado do Agronegócio da Máxima Consultorias.

Projeto Agrocarbon CRVE garante renda extra a produtores e fortalece preservação de áreas nativas

Por Por Redação Portal B4-
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B4 lista crédito de carbono regulado do Agronegócio da Máxima Consultorias.

A Máxima Consultorias, uma empresa consolidada no agronegócio brasileiro, anuncia a listagem de seu projeto "Agrocarbon CRVE" de créditos de carbono na B4 – Bolsa de Ação Climática. Este marco posiciona a Máxima Consultorias como parte do seleto grupo de empresas a listar créditos de carbono no mercado regulado no setor de agronegócio na B4, abrangendo tanto áreas de manejo sustentável, quanto de mata nativa preservada. 

Com uma história de seis anos, auxiliando produtores rurais em cinco estados brasileiros  (Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Piauí e Maranhão). Ao todo, são mais de 10 milhões investidos em pesquisa, 150 mil hectares atendidos e 200 propriedades rurais com resultados comprovados, com a empresa tendo como foco a entrega de soluções integradas que transformam propriedades rurais em negócios rentáveis e bem estruturados.

A decisão de entrar no mercado de carbono é intrínseca à sua missão principal: "A principal missão da Máxima é sempre fortalecer o produtor rural," afirma Marcos Storch, CEO da Máxima Consultorias. Dada a instabilidade enfrentada pelos produtores, como as variações climáticas e a dependência de mercados internacionais, o crédito de carbono emergiu como uma solução complementar de renda. Marcos explica, "o crédito de carbono é uma das fontes de rendas que podem complementar a renda do produtor". 

A entrada no mercado de carbono não foi isenta de desafios. Storch expressa um sentimento inicial de desconhecimento do mercado de carbono, acometido por muitas fraudes. Diante deste cenário, a Máxima Consultorias buscou uma abordagem diferenciada, priorizando a segurança e a credibilidade. Assim, a Máxima agora pode seguir todas as regulamentações necessárias para operar nesse mercado, trabalhando com inventários de carbono que são medidos por sensores, sem autodeclaração, garantindo a estabilidade do crédito. Esta metodologia já remunera os produtores há três anos.

A recente sanção de leis no Brasil, em dezembro do ano passado, que regulamentam o mercado de carbono, dividindo-o em voluntário e regulado, trouxe mais segurança ao setor. O representante da Máxima vê isso como um avanço positivo: "Traz mais credibilidade para dentro do Brasil, e traz mais rigidez nas leis. Conseguiu separar bem quem são as empresas sérias do mercado e quem são as empresas que são aventureiras".

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A listagem junto à B4 é de extrema importância para a Máxima. A B4, fundada em agosto de 2023, é a Bolsa de Ação Climática que visa evitar a pegada de carbono e promover compensações eficientes rumo ao Net Zero, motivando e apoiando empresas comprometidas com práticas sustentáveis.

A Máxima Consultorias demonstrou grande satisfação em ser pioneira nesse processo: "A Máxima ficou muito feliz em ser uma empresa listada na B4, com o crédito de carbono no mercado regulado, no agronegócio," afirma Storch. A credibilidade que a B4 confere ao negócio é um ponto chave, uma vez que a B4 possui "uma série rígida de fatores que são avaliados quando os créditos são aplicados para listagem". Essa rigorosidade garante que os créditos da Máxima "estão seguindo as regulamentações do mercado conforme a lei," o que oferece segurança tanto para os produtores que vendem quanto para os compradores nacionais e internacionais.

A distribuição desses créditos de carbono tem um impacto profundo e positivo. "O impacto é muito positivo, porque o produtor vai ter um incentivo a mais para preservar as suas matas," explica o representante. Ele destaca que, mesmo tendo o direito legal de desmatar até certo ponto, o produtor pode, com a remuneração do carbono, optar por preservar suas áreas e gerar renda sem precisar explorá-las. Esse incentivo financeiro leva à melhoria da qualidade das matas e à proteção contra incêndios e invasões.

O crédito de carbono também reconhece o "esforço que o Brasil já tem nessa questão de cuidado com a mata", permitindo que o país, que historicamente preserva sem remuneração, possa agora cuidar ainda mais de suas florestas. A meta é que a preservação se torne tão rentável quanto outras culturas, como a soja e o milho.

Além disso, a geração de créditos de carbono estimula a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. O produtor é incentivado a "melhorar a qualidade do carbono" no solo, o que pode levar a um aumento no "uso de produtos biológicos" e uma diminuição no uso de produtos químicos, resultando em um produto final de melhor qualidade e ambientalmente mais limpo. 

Em média, uma cultura agrícola pode gerar entre seis e oito toneladas de carbono no solo anualmente, e com uma segunda cultura, esse valor pode chegar a cerca de doze toneladas por ano. Para as matas, o número varia de oito a quatorze toneladas por ano.