Os ativos sustentáveis listados na B4, primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil, acompanharam a volatilidade cambial nesta segunda, 19 de janeiro. O dólar encerrou em queda, cotado a R$ 5,3653, com recuo de 0,26% em relação ao fechamento anterior. Todos os Ativos de Crédito de Carbono seguiram esse mesmo movimento, sem outras negociações ao longo do dia.
Acesse o documento completo em https://b4.capital/pt/19-01-2026-boletim-cotacao-ativos-sustentaveis-destaque-primeiro-edital-do-profloresta-da-petrobras/
Consulte também o histórico: https://b4.capital/pt/category/boletim/
O destaque do mercado de ação climática ficou por conta do primeiro edital do ProFloresta+, iniciativa conjunta da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que recebeu 16 propostas de projetos de restauração florestal na Amazônia. O resultado superou amplamente a expectativa inicial e demonstra o crescente interesse do mercado em créditos de carbono de alta integridade.
Amazônia no centro do mercado voluntário
Lançado durante a COP30 em novembro de 2025, o ProFloresta+ prevê a compra, pela Petrobras, de créditos de carbono originados de projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico. Os contratos serão de longo prazo e exigem padrões rigorosos de integridade ambiental.
O primeiro edital estabeleceu como meta a aquisição de 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos de 1 milhão de VCUs (Unidades de Carbono Verificadas) cada. Os projetos selecionados deverão restaurar, no mínimo, 3 mil hectares cada um.
Segundo Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, o volume de propostas apresentadas comprova que o programa responde a uma demanda concreta. "O ProFloresta+ foi concebido como política pública de indução, capaz de combinar previsibilidade, critérios técnicos rigorosos e alinhamento à agenda climática", afirmou.
Investimentos bilionários em restauração
No horizonte mais amplo, o ProFloresta+ pretende restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, com potencial para gerar cerca de 15 milhões de créditos de carbono e mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos nos próximos anos.
Para a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, o elevado interesse reforça o potencial brasileiro no mercado voluntário de carbono. "Estamos engajados em viabilizar projetos geradores de créditos de alta qualidade e integridade, trazendo benefícios climáticos, socioeconômicos e ambientais para o Brasil", destacou.
Os projetos vencedores terão acesso a linhas de financiamento diferenciadas do BNDES, incluindo recursos do Fundo Clima voltados à restauração com espécies nativas, com prazos que podem alcançar 25 anos e custo financeiro de apenas 1% ao ano.
Transparência e rastreabilidade
As propostas passam agora pela fase de avaliação técnica, seguindo critérios que incluem requisitos rigorosos de integridade ambiental e salvaguardas socioambientais. A Petrobras selecionará os projetos que representem o menor desembolso para o volume total de créditos desejado.
O resultado do certame, com indicação dos vencedores, volumes contratados e valores dos créditos, será divulgado no primeiro semestre de 2026. Esta será a primeira transação pública de créditos de carbono de restauração ecológica no Brasil, servindo como referência para formação de preços e requisitos técnicos no mercado.
A B4 oferece infraestrutura baseada em tecnologia blockchain para garantir rastreabilidade e segurança nas transações de ativos sustentáveis, combatendo o greenwashing e proporcionando transparência total ao mercado de crédito de carbono.